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Açores: Narciso do Espírito Santo destaca papel da comunidade na divulgação da riqueza cultural angolana

O Cônsul-Geral de Angola em Lisboa destacou, em Ponta Delgada, o papel que a comunidade angolana residente em Ponta Delgada tem tido no ” desenvolvimento humano, académico, cívico e cultural da sociedade açoriana”.

 

Narciso do Espírito Santo Júnior, que falava num encontro com a comunidade angolana residente em Ponta Delgada, capital da ilha de São Miguel nos Açores, referiu que ” existe hoje uma comunidade angolana que embora não sendo muito expressiva em termos numéricos é, bastante dinâmica e proactiva. Uma comunidade com uma cultura associativa bem enraizada”.
Na sua intervenção, Narciso do Espírito Santo Júnior destacou o papel da instituição que dirige na defesa dos interesses da comunidade.

 

” Nos encontros que temos mantido com os representantes do Governo Regional dos Açores, através da sua Secretaria Regional das Comunidades, temos abordado temas relacionados com os interesses dos cidadãos angolanos que aqui residem. A sua legalização, a sua integração, o seu relacionamento com as instituições locais, a promoção da cultura e do respeito pelos valores tradicionais no seio das nossas comunidades. A distância geográfica e temporal não impossibilitou e nem condicionou o carinho e afecto que têm pela nossa terra, Angola”.
Uma Casa de Angola em Ponta Delgada

 

 

Durante o encontro, os membros da comunidade angolana defenderam a criação de uma Casa de Angola em Ponta Delgada como instituição primordial para a defesa da angolanidade, promoção e valorização da cultura nacional, defesa dos interesses das comunidades angolanas nos Açores.
João Miranda , angolano nascido no Huambo e residente em Ponta Delgada há 33 anos, é responsável pelo Colégio do Castanheiro, uma prestigiada instituição de ensino na capital da ilha de São Miguel. Destacou a importância da criação de um espaço com o valor e dimensão da Casa de Angola e referiu também o trabalho que a sua instituição tem feito ao longo dos quase oito anos de existência.

 

“Louvo a iniciativa da criação de uma Casa de Angola em Ponta Delgada. Reforço que desde novembro de 2012 no âmbito de uma visita que o Embaixador Marcos Barrica efectuou ao Colégio do Castanheiro, inauguramos na nossa biblioteca, uma sala de leitura com o nome : Embaixatriz Suzana Barrica . Sendo um espaço onde se promove e incentiva a valorização da literatura angolana. Instituímos também o dia de Angola que é assinalado em Novembro”.
Para Maria Cristina Borges, presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores, AIPA , a sua instituição deve exercer um papel determinante para a criação da Casa de Angola em Ponta Delgada.
“A AIPA será a porta de entrada para instalação da futura Casa de Angola em Ponta Delgada. Podem contar com a nossa experiência, empenho e sensibilidade no trabalho permanente com as comunidades”.

 

Num gesto de agradecimento e reconhecimento pela iniciativa na realização do encontro, os membros da comunidade angolana residente em Ponta Delgada ofereceram a Narciso do Espírito Santo Júnior, um exemplar por eles autografado do livro intitulado “São Jorge , o queijo e a Ilha “, de autoria de José Marcelino Kongo.

O encontro foi seguido de um jantar de confraternização oferecido pelo Consulado Geral de Angola em Lisboa aos membros da comunidade angolana residente em Ponta Delgada. O Cais da Sardinha foi o local escolhido para acolher o jantar de confraternização.

Na sua deslocação aos Açores, o Cônsul-Geral de Angola em Lisboa, Narciso do Espírito Santo Júnior manteve encontros com o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, visitou a sede da AIPA , manteve um encontro com o Director Regional das Comunidades, Paulo Teves e efectuou uma visita inédita ao Farol da Ferrar.
 
FONTE: VIVÊNCIASPRESS / NEWS